O parque
Um labirinto de ilhas no Rio Negro
O Parque Nacional de Anavilhanas protege um arquipélago fluvial com mais de 400 ilhas, que se estende por cerca de 130 km no Rio Negro, entre Novo Airão e Manaus.
As ilhas são longas e estreitas e mudam de forma ao longo do ano. Na cheia, boa parte delas fica submersa e a floresta alagada, o igapó, vira caminho para os barcos. Na seca, o rio baixa e surgem praias, lagos e trilhas. As águas escuras do Rio Negro, cor de chá, são ácidas e pobres em nutrientes, o que dá à região uma paisagem e uma vida bem particulares.
Da pesquisa ao turismo
A área foi protegida primeiro como Estação Ecológica, criada em 1981 e voltada à pesquisa. Em 2008, uma lei federal a transformou em Parque Nacional, o que abriu espaço para a visitação e o turismo sustentável. O parque é administrado pelo ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Por que Anavilhanas importa
O parque abriga espécies ameaçadas como o boto-vermelho, o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, a ariranha e o tamanduá-bandeira. As florestas alagáveis servem de abrigo e fonte de alimento para peixes durante a cheia. Anavilhanas faz parte do Patrimônio Natural da Humanidade da UNESCO e é reconhecido como área úmida de importância internacional pela Convenção de Ramsar.
Proteger Anavilhanas é proteger o Rio Negro e as pessoas que vivem dele. O turismo feito com cuidado, com guias locais, ajuda a manter a floresta em pé e gera renda para quem mora na região.